Estava começando a voar, mas em dívida. Não podia ter prazer com a nova habilidade, me sentia perseguido. Ele estava atrás de mim, em meu encalço, com força suficiente para me esmagar assim que o desejasse, mas não o fazia. Encontrar algumas pessoas conhecidas me fazia sentir o status por estar voando, mas não era agradável, o status era delas, não meu. Voar não me melhorava em quase nada, estava em dívida. Encontro mais uma pessoa e peço ajuda "por favor, fale com ele, para que me dê mais tempo, eu quero pagar, mas preciso de mais tempo". A resposta é "ele te deu 7 dias". Saí de lá voando, voando baixo, sabendo do inevitável.
Sete dias longos, quase eternos, quando percebi que a dívida era um convite, o convite mais recusável e inevitável que eu poderia receber. Percebi ao aceitar, convite que não pode saber antes de aceitar, paradoxal.
Estou voando alto!
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