terça-feira, 29 de abril de 2014

Nuvens


















Vi que as nuvens estavam se movendo e percebi como tudo está sempre em movimento, o universo todo, e tudo começa e acaba. Percebi que esse corpo é assim também, que ele vai acabar. E esse conceito de morte penetrou em mim e vi como eu era sozinho como "forma", que essa perspectiva de Marlon é única e solitária.
Minha visão sobre o ambiente à minha volta mudou. Era como se fosse a Matrix, eu estava vendo de fora, não como Marlon. Senti que é assim que acontece sempre, somos "O OLHO", mortos ou vivos, somos testemunhas. Essa é a classe de seres que somos na essência.

E somos testemunhas do que?

Das outras existências, da matéria, das construções "divinas".
Imagine que você criou um jogo virtual e você tem a possibilidade de entrar nesse jogo e ver o jogo da perspectiva de dentro, como personagem.
Ser humano é como se fosse isso, pelo que tenho percebido.
Você cria um universo e depois experimenta ver esse universo de várias perspectivas, no caso, infinitas perspectivas.
Dessa "vez" estamos vendo da perspectiva de humanos. Falo de forma literal, estamos vestidos de humanos para saber como é, para nos regozijarmos nisso.
O jogo é tão incrível que você tem um avatar próprio que morre e até dói. É tão livre o jogo que você pode até acreditar nele, acreditar que isso é o único que existe e pode se esquecer totalmente que isso é um jogo. Foi isso que aconteceu com a humanidade, se esqueceram.

Mas o que somos por trás desse avatar?

Por trás desse avatar acredito que tenha o software de todos avatares que você experimentou como "individuo".
Mas por trás desse software (espírito) tem a essência, que é sem forma, que não é individual. Nessa dimensão de existência você é o próprio criador de tudo.



2 comentários:

  1. rs, o problema é que aqui não tem check point, se bobear é game over e that's all (:

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    1. Precisa fazer outra ficha, né? kkkkkkkkkkkk (Malkaviano)

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